FAKE HOUSE


E a casa não caiu... Não derrubaram-na.

 

Mas foi desabitada, foi desvalorizada, depreciada. Enfim pereceu.

O conservadorismo de extrema foi subjugado por centro conservador, menos autoritário, menos arrogante, porém com outros vícios como procrastinação e retórica.

Sem ser extremo, a nova casa não se resume a estes poucos adjetivos, existem outros. Porém com a boca cheia de pão (só pão) e os olhos cheios de circo (muitos circos, muitos espetáculos) não dará espaço para análises profundas, apenas aquelas midiáticas.

Essa casa terá novos cômodos, novos velhos habitantes, mas o cheiro de casa velha denuncia que não será nova e sim modificada superficialmente: oxalá seja para melhor.

Mas não aposte, mesmo parecendo que a casa é de apostas. Não arrisque, só esteja pronto para assumir seus princípios e seja sincero com você mesmo, antes de ser, também, com os outros. Não se satisfaça com likes ou haters. Não queira chuva de guarda-chuva armado, não queira sol brilhante abrigado na sombra. Trabalhe, assuma seus propósitos.

Naquela casa que é sua, nossa, não há habitat exclusivo para seus anseios e necessidades. Só existem novos velhos cômodos, cheios de “oxalá, que seja melhor!”

(meia idade é foda: deixa a gente sem paladar apurado, daí orégano vira alimento e pizza vira tempero).


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